Pular para o conteúdo
Dr. Douglas Soares ToméAgendar no WhatsApp

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Preocupação excessiva e persistente, tensão, irritabilidade e os sintomas físicos associados.

Ansiedade é uma reação normal e útil — é o que mobiliza diante de uma prova, de uma entrevista, de um risco real. O transtorno de ansiedade generalizada é outra coisa: uma preocupação excessiva e persistente, sobre várias situações do cotidiano, difícil de controlar, que se mantém na maior parte dos dias por meses e que passa a atrapalhar o sono, o trabalho e as relações.

Quem convive com TAG costuma descrever a experiência como estar sempre à espera de que algo dê errado — e frequentemente reconhece que a preocupação é desproporcional, sem conseguir desligá-la.

Como o quadro se manifesta

Além da preocupação em si, o TAG costuma vir acompanhado de sintomas físicos, que muitas vezes são o motivo pelo qual a pessoa procura atendimento — não raro depois de já ter investigado o coração, o estômago ou a tireoide:

Tensão muscular, principalmente pescoço e ombros; cansaço que não melhora com descanso; dificuldade de concentração; irritabilidade; dificuldade para iniciar o sono, porque o pensamento não desacelera; dores de cabeça; sintomas digestivos; sensação de aperto no peito ou falta de ar.

Avaliação

A avaliação investiga há quanto tempo o quadro dura, sobre o que a preocupação se organiza, quanto ela interfere na rotina, e o que mais está associado. Também é preciso descartar ou tratar causas e fatores clínicos que produzem ou agravam sintomas ansiosos: alterações da tireoide, uso de cafeína em grande quantidade, álcool e outras substâncias, efeitos de medicações, apneia do sono.

Outra parte importante é diferenciar o TAG de outros quadros de ansiedade — transtorno de pânico, ansiedade social, quadros ansiosos que fazem parte de uma depressão —, porque a conduta muda.

Tratamento

O tratamento combina, conforme o caso, psicoterapia e medicação. A Terapia Cognitivo-Comportamental é a abordagem com melhor evidência para transtornos de ansiedade e trabalha diretamente o mecanismo da preocupação. O tratamento medicamentoso é indicado conforme a intensidade e o prejuízo funcional do quadro, e discutido com você — inclusive quanto a tempo de uso e efeitos esperados.

Ajustes de rotina — sono, atividade física, redução de cafeína — não substituem o tratamento, mas influenciam o resultado e entram no plano.

Perguntas frequentes

Ansiedade precisa de remédio sempre?

Não. A indicação depende da intensidade dos sintomas, do quanto eles interferem na vida e da resposta a outras abordagens. Parte dos casos é conduzida com psicoterapia e ajustes de rotina.

Como sei se minha ansiedade é normal ou não?

O critério prático é o prejuízo: quando a preocupação passa a atrapalhar o sono, o trabalho, as relações ou a saúde, e você não consegue controlá-la, vale uma avaliação. Não é preciso estar em crise para procurar ajuda.

Ansiedade pode causar sintomas físicos de verdade?

Sim. Tensão muscular, taquicardia, falta de ar, sintomas digestivos e dores de cabeça são manifestações reais do quadro ansioso — não são imaginadas. Ainda assim, causas clínicas precisam ser investigadas antes de atribuir os sintomas à ansiedade.

Remédio para ansiedade causa dependência?

Depende da classe do medicamento. Alguns têm potencial de dependência e por isso são usados por tempo limitado e com indicação precisa; outros, usados no tratamento de manutenção, não têm esse perfil. Isso é conversado na consulta antes de qualquer prescrição.